A blogosfera e as amizades
Os hippies malditos passaram boa parte das suas vidas, até perceberem que era meio que inútil (ou não), tentado hastear as belas bandeiras da paz e do amor, mas em um escopo amplo, relativo às guerras em que os EUA estavam envolvidos. Eu não quero nem passar perto dessa “ideologia” na blogosfera. Aqui a questão é outra.
Sempre tive muitos e excelentes amigos, tipo irmãos, que também são amigos entre si. Nesse “ecossistema”, muitas, mas MUITAS divergências já surgiram, o que não significa que o grupo de amigos foi desfeito por causa de opiniões conflitantes de alguns componentes da galera. Nós, mesmo nos zoando para caralho, sendo corinthianos, são paulinos, palmeirenses, flamenguistas e… é… “torcedores do fluminense”, continuamos brothers.
Mas isso acontece na minha humilde terrinha. O que eu tenho percebido nos “altos rankings” da blogosfera é que amizades, aparentemente, possuem a consistência de uma paçoca doce, que se confrontada com uma mínima pressão, se esfarela. Vejo gente que, quando eu entrei para esse mundinho, eram “amigas” (teoricamente) e que por causa de opiniões diferentes ou comportamentos não “aprovados” por outrem, mandaram a amizade às favas. Aí você pode argumentar que jamais houve amizade, mas quem sabe?
O fato é que esse tipo de atitude me intriga.
Outra coisa que eu vejo frequentemente é a vontade incontrolável das pessoas preferirem o conflito agressivo à discussão normal, sabe-se lá por qual motivo. Para mim não é assim que a banda toca, e aqui eu afirmo que esse post é baseado em impressões. Novamente, estou acostumado com uma cordialidade que não é aquela paz aparente. Inúmeras vezes já conheci gente, discordei de alguma coisa que eles estavam falando, e nem por isso saí dizendo que nego é chato, arrogante, blá blá blá, e vice-versa. E várias amizades ou “camaradagens” já surgiram de momentos como esses. E não destruí amizades com amigos meus que me zuaram porque eu decidir TENTAR ser problogger.
Eu não estou advogando em favor da falsa tolerância ou diversidade, só que dizer que gastamos muito tempo fomentando algo que não é lá muito interessante para o nosso desenvolvimento, sejamos nós trolls ou não. Por causa de motivos esdrúxulos, alguns tentam comandar eternas cruzadas contra outras pessoas, quando poderiam simplesmente apertar um botão chamado unfollow, ou parar de assinar o feed, e seguir vivendo a sua vida. Eu não gosto de várias pessoas no twitter, mas nem por isso fico o tempo todo falando mal ou remoendo sentimentos bizarros. Eu sei que às vezes a situação pede posts e críticas (;)), mas acho que deveríamos nos importar menos com certas coisas.
O mesmo serve para a vida offline, que lhe dá um botão unfollow mental e este deve ser usado eventualmente, em prol da sanidade.





















