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quinta-feira, 11 de março de 2010

A blogosfera e as amizades

Os hippies malditos passaram boa parte das suas vidas, até perceberem que era meio que inútil (ou não), tentado hastear as belas bandeiras da paz e do amor, mas em um escopo amplo, relativo às guerras em que os EUA estavam envolvidos. Eu não quero nem passar perto dessa “ideologia” na blogosfera. Aqui a questão é outra.

 

Sempre tive muitos e excelentes amigos, tipo irmãos, que também são amigos entre si. Nesse “ecossistema”, muitas, mas MUITAS divergências já surgiram, o que não significa que o grupo de amigos foi desfeito por causa de opiniões conflitantes de alguns componentes da galera. Nós, mesmo nos zoando para caralho, sendo corinthianos, são paulinos, palmeirenses, flamenguistas e… é… “torcedores do fluminense”, continuamos brothers.

 

Mas isso acontece na minha humilde terrinha. O que eu tenho percebido nos “altos rankings” da blogosfera é que amizades, aparentemente, possuem a consistência de uma paçoca doce, que se confrontada com uma mínima pressão, se esfarela. Vejo gente que, quando eu entrei para esse mundinho, eram “amigas” (teoricamente) e que por causa de opiniões diferentes ou comportamentos não “aprovados” por outrem, mandaram a amizade às favas. Aí você pode argumentar que jamais houve amizade, mas quem sabe?

 

O fato é que esse tipo de atitude me intriga.

 

Outra coisa que eu vejo frequentemente é a vontade incontrolável das pessoas preferirem o conflito agressivo à discussão normal, sabe-se lá por qual motivo. Para mim não é assim que a banda toca, e aqui eu afirmo que esse post é baseado em impressões. Novamente, estou acostumado com uma cordialidade que não é aquela paz aparente. Inúmeras  vezes já conheci gente, discordei de alguma coisa que eles estavam falando, e nem por isso saí dizendo que nego é chato, arrogante, blá blá blá, e vice-versa. E várias amizades ou “camaradagens” já surgiram de momentos como esses. E não destruí amizades com amigos meus que me zuaram porque eu decidir TENTAR ser problogger.

 

Eu não estou advogando em favor da falsa tolerância ou diversidade, só que dizer que gastamos muito tempo fomentando algo que não é lá muito interessante para o nosso desenvolvimento, sejamos nós trolls ou não. Por causa de motivos esdrúxulos, alguns tentam comandar eternas cruzadas contra outras pessoas, quando poderiam simplesmente apertar um botão chamado unfollow, ou parar de assinar o feed,  e seguir vivendo a sua vida. Eu não gosto de várias pessoas no twitter, mas nem por isso fico o tempo todo falando mal ou remoendo sentimentos bizarros. Eu sei que às vezes a situação pede posts e críticas (;)), mas acho que deveríamos nos importar menos com certas coisas.

 

O mesmo serve para a vida offline, que lhe dá um botão unfollow mental e este deve ser usado eventualmente, em prol da sanidade.

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terça-feira, 9 de março de 2010

Religião, ficção e realidade

Sei lá quantos milhares de anos de humanidade “civilizada”, e assim como nos nossos primórdios, resolvemos as nossas divergências à base da ignorância, regada de violência em seu mais alto nível de crueldade. Quando queremos, todo o tempo que tivemos para amadurecer como raça vai para o saco, dando lugar aos nossos impulsos mais filhos da puta.

 

Todos nós já ouvimos falar de manés que gastam preciosas horas das suas vidas combatendo obras de ficção, sejam estas jogos, livros, revistas em quadrinhos, ou RPG, partindo do pressuposto de que essas obras, teoricamente violentas, seriam capazes de foder a cabeças de jovens que tivessem acesso à elas, como se eles fosse idiotas, a ponto de trasformá-los em monstros sanguinários. Esses “militantes” esquecem que, além das ficções serem vendidas como ficções, e não como algo verdadeiro, 99,9999999999% das pessoas que se divertem consumindo esse tipo de conteúdo não tem problemas mentais graves, e não confundem as coisas. Os ativistas basicamente são mal informados, e se baseiam em exceções.

 

É aqui que entra a minha opinião, sem querer ofender ninguém. Mas como eu tenho o direito de me expressar, vamos que vamos.

 

Religião (ao menos algumas), para mim, é historinha “vendida” como realidade desde os primórdios. Não entendeu? Explico com uma imagem:

 

santa for adultos

Fonte.

 

Repare que eu falei que religião é vendida como realidade (ao contrário das revistinhas da Mônica) para o povo desde os primórdios, e eu não me refiro especificamente ao cristianismo agora. Estas misérias, sendo tratadas como a únicas verdades do mundo para os seus respectivos povos, causa avarias naqueles que possuem menos conhecimento. Por causa dessas doutrinas ferrenhas e ignorantes, muito mal já foi feito. Óbvio que não quero generalizar, já que a maior parte do mundo é religiosa e, digamos, “equilibrada”. Me refiro aos fundamentalistas, que propagam o amor dos seus deuses empunhando espadas.

 

Ou machadinhas. Em Jos, na Nigéria, um grupo de muçulmanos matou a tiros e machadas 500 pessoas, incluindo mulheres e crianças, algumas recém nascidas. Segundo esse outro artigo, foram encontrados corpos de bebês com membros decepados. Teoricamente, esse “ato” foi uma retaliação de um ataque aos muçulmanos, supostamente comandado pelos cristãos da região, que matou mais de 300 pessoas. Posso mencionar vários outros casos de assassinatos em massa cometidos por causa de religião, em que milhares de pessoas burras foram manipuladas por lideres religiosos mais doentes ainda.

 

Me disseram um dia no twitter, “o povo é que é idiota, não a religião”. Concordo em parte, mas, como eu disse em outro parágrafo, esse bosta é vendida como realidade. Pessoas, às vezes em desespero, ou que não tem um mínimo de conhecimento sobre qualquer coisa, caem no papo de MALUCOS fanáticos, e agora sim eu me refiro a cristãos e muçulmanos de determinadas partes do mundo bem mais miseráveis que o nosso país. Essa gente deixa a humanidade para trás, a partir do momento em que corta um braço de uma criança, teoricamente para propagar os valores dos seus deuses.

 

Eles se tornam réplicas do fanático que os comanda. A bíblia, por exemplo, se socada na cabeça do povo como verdade literal, pode sim ferrar as mentes fracas? Eu acho que sim.

 

Eu sei que tem muita gente boa que é devota a alguma divindade, mas normalmente esse tipo de indivíduo não joga a humanidade no lixo quando lê na bíblia que uma mulher adúltera deve ser apedrejada. A galera normalmente assimila o que há de bom na religião. Mas você claramente detecta um problema quando na África, o continente com a maior quantidade de habitantes com AIDS no mundo, MUITA gente não usa camisinha porque o Vaticano não permite. Os próprios ensinamentos muitas vezes são errados e cruéis, se, novamente, propagados como verdades incontestáveis.

 

E um conflito provavelmente interminável surge quando dois axiomas colidem.

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segunda-feira, 8 de março de 2010

A gente somos sensível

No post “não sou obrigado a respeitar ninguém” falei que, em nome da liberdade de expressão, qualquer um pode falar a sandice que bem entender e nós podemos deixar o bom senso cuidar dos retardados, sem a menor restrição ou medo. Mas existe um pequeno problema nessa questão.

 

caution_offended Pessoas se ofendem com opiniões alheias, e propagam que é direito delas nunca se ofenderem. Partindo desse pressuposto, ninguém pode falar qualquer coisa que, por um acaso, talvez, quem sabe, POSSA ofender outrem. A gente não pode falar de Deus, pois criticar a religião dos outros é ofensa grave para os mais fundamentalistas, e vice versa. A gente não pode fazer uma piada de judeu, que gente sem senso de humor já liga o alerta nazista.

 

Esse é o problema. Uma sociedade é composta de indivíduos únicos, grupos diferentes, e é IMPOSSÍVEL agradar a todos. O foda é que o movimento “politicamente correto” se baseia justamente na idéia de que o mundo não deveria ser “cruel” (atenção às aspas) com nada. Poupe-me. liberdadeQualquer um pode se ofender, mas também é bom que tenha argumentos para se defender, e não fique dando uma de criança mimada, já que em muitas ocasiões VOCÊ está de mimimi por nada. Se foram racistas com você, fale que o imbecil é estúpido, ou simplesmente ignore. Não vale a pena perder tempo com gente burra, ora. E eu sei que é foda ter sangue frio, mas é um exercício, argumentando ou não. Você até dedicar a sua vida ao combate ao racismo, que é um tipo de pensamento idiota, obviamente, mas não tente tirar o direito do outro dizer a besteira que for.

 

Não somos crianças, não somos imbecis, não somos retardados. Ehr, ok, muitas vezes somos, mas se estamos agindo como tal, merecemos a chacota com as nossas pessoas. Da mesma forma que todos temos, ou deveríamos ter o direito de falar livremente, podemos escolher não ouvir algo, ou retrucar. Exerçamos os nossos direitos, ao invés de ceifá-los.

 

Fontes das imagens 1 e 2.

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sexta-feira, 5 de março de 2010

Guerra à histeria

Alguns dizem que não conhecemos guerras, conflitos, ditaduras, em resumo, o “mal”. Estou me referindo à minha geração. Estou me referindo à geração que não tem algo claro à atacar, teoricamente, e começa a doutrinar a próxima “leva” de jovens inexperientes com a nossa suposta “experiência” e “conhecimento”. Me refiro à geração do Felipe Neto, que diz às crianças para lutarem “com unhas e dentes” pelas suas crenças. Estou falando das pessoas que, segundo o homem por trás do Controleremoto.tv, não admite “derrota”.

 

Uma boa parcela da população tem a tendência de lutar pelo que acha certo, e isso faz todo o sentido, à partir do momento em que você defende algo empunhando armas que não são aquelas que conhecemos como bélicas. Citarei um exemplo. No Terra da rainha Imortal, conto que escrevo no Ficção.Net, o protagonista, no ponto em que a trama se encontra, não “acredita” (ou não dá a necessária relevância) na Rainha, que é uma espécie de deusa do local em que a história acontece. Nesse enredo, a Deusa existe fisicamente. Ela é visivelmente “mensurável”, digamos assim.

 

No nosso mundo, que é muito mais complexo que o lugar que eu criei para o meu conto, existem maneiras de provar ou validar argumentos que embasam ideais. O ato de defender arduamente “algo” sem ter o mínimo de conhecimento sobre o assunto, mesmo que a intenção seja maravilhosa, chama-se histeria. Basicamente, se você acredita que o mundo vai acabar em 2012, forneça provas NÃO esotéricas, ou está sendo um idiota. Se acredita que golfinhos são mais inteligentes que humanos, prove, ou também está sendo um idiota.

 

Ímpeto não é um problema para os jovens. O que importa é o que está sendo ensinado. Se revoltar simplesmente pela anarquia é histeria, não importando quão nobre é a intenção do indivíduo. Queira ou não queira, jovens como eu não sabem porra nenhuma,  o que nós temos que pode mudar o mundo é o nosso discernimento, e quando este é jogado no lixo, a raiva tão presente nas nossas atitudes PODE causar o mal. Histeria também pode ser desinformação propagada por interesses egoístas que não se rendem ao bom senso, aliada ao direcionamento a energia de quem tem gás para comprar enorme brigas.

 

Histeria é manobrar massas, e chegar ao ponto de danificar o raciocínio da maior parte das pessoas incluídas no grupo. Ser histérico é não pensar, é não querer admitir erro, é não querer debater as fundações das nossas crenças. A juventude precisa de conhecimento e de perguntas que abalem as estruturas dos mais básicos paradigmas. Só isso. E assim nós caminharemos.

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quinta-feira, 4 de março de 2010

Não sou obrigado a respeitar ninguém

Na realidade eu o faço, em alguns casos, em nome da boa convivência e da ridicularidade que é tentar socar o meu mundo do furículo dos outros. Aliás, esse é um dos pontos que me fazem não ter que respeitar ninguém que tome a atitude citada na frase anterior. O outro ponto é o direito essencial pela liberdade de expressão que todos nós temos, que pesa muito mais que qualquer tipo de convenção social.

 

Nós podemos achar ruim um neonazista ficar bradando uma suástica, mas o mané está no direito dele, enquanto não cuspir na cara que outro indivíduo que julgue ser de raça inferior. Nós podemos arrancar os cabelos, mas os imbecis que dizem que o terremoto no Haiti foi punição divina podem falar essa babaquice. O que eu posso fazer é: Tapar os ouvidos e ficar calado, ou retrucar. Se você, caro leitor, quiser falar QUALQUER idiotice, você tem o direito.

 

A beleza de se expressar livremente está justamente na possibilidade do bom senso descer a porrada na burrice. Não precisamos que o estado imponha regras sobre o que deve ser falado, ou determine o que é bom ou ruim para nós. O estado (e outros órgãos regulamentadores de whatever), caríssimo leitor, não é composto por deuses, ou avatares da bondade.

 

Nós, pessoas comuns com um mínimo de raciocínio, podemos nos defender da verborragia ignorante, mesmo quando a nossas idéias são tidas como subversivas. Neste caso, se considero você um idiota, não tenho o dever de te respeitar, e nem você precisa me tratar com “carinho”. Discutamos, mesmo que não cheguemos a lugar algum. Apresente as suas provas, que eu apresentarei os meus fatos. Não se sinta obrigado a gostar de mim, pois provavelmente eu não gosto de você.

 

Retruque com honestidade e coragem, e a humanidade caminhará bem. Só não imite a covardia de alguns:

 

Fonte.

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quarta-feira, 3 de março de 2010

Dilma Rousseff: É isso o que queremos?

Não adianta negar que é da natureza humana ser minimamente egoísta, e também não é preciso ter vergonha disso. É necessário, muitas vezes, pensar em você mais do que pensamos nos outros, pois os outros não pensarão em você, e poucas pessoas sabem o que realmente precisamos além de nós mesmos. Faz parte.

 

Mas a conduta acima se aplica aos direitos pessoais, e à vida de cada um. Imagine que você é um governador. Você, em sua casa, tem o direito de pensar em si antes de se preocupar com as outras pessoas. Mas quando você senta no seu gabinete, e começa a gerenciar projetos que irão influir nas vidas de outros cidadãos, é necessário que exerça a sua obrigação de se preocupar com o resto do mundo.

 

Mas, expandindo o que foi dito no primeiro parágrafo, também é da natureza humana ser egoísta a ponto de ser um filho da puta.

 

Vi no blog do Cato Institute que a National Education Standards Agency, órgão regulador da educação a Inglaterra, reduziu a nota (na máfia mesmo) de VÁRIOS alunos em um teste feitos por milhares de estudantes com medo de uma opinião pública enfurecida ficar, bem, enfurecida com o suposto nível patético da avaliação. Repare que as mentes por trás do ORGÃO estão pouco se fudendo para os jovens. Repare também que, ao invés de tentar RESOLVER a porra do problema, eles optaram por tirar o “asterisco” da reta. Estamos falando da Inglaterra. Imagine se isso acontecesse no Brasil.

 

Se eu te contar um segredo, você acredita? Então tá.

 

A primeira coisa que eu li nessa Terça, dia 2 de Março de 2010, foi uma reportagem falando em dados maquiados relativos às obras do PAC. Se você não acompanha NADA de política, saiba que a pessoa com o título de “mãe do PAC” chama-se Dilma Rousseff. A nossa candidata mais forte à presidência, já que NINGUÉM mais se lançou na disputa ainda, manipula dados do plano de governo que, segundo o LULA, “prova a capacidade de administração” da ministra.

 

Fica claro para mim que a Dilma está pouco se fudendo para você, cara leitor. Não estou falando que QUALQUER um dos candidatos esteja ligando para a população, mas a Dilma certamente não está, haja visto que resolver VERDADEIRAMENTE os problemas é uma iniciativa que não faz parte da sua agenda. Ainda assim, a sua popularidade cresce a cada dia, basicamente por causa do apoio do nosso presidente que também apóia um ditador que alega nunca ter torturado ninguém, assassinado ninguém, ou mentido para o povo.

 

Agora a pergunta que não que calar é: Quem poderá nos salvar?

 

chapolin Fonte.

Ironicamente vermelho.

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segunda-feira, 1 de março de 2010

A turma da Mônica é má, a Rutinha que é boa

Muitos falam de pragas que já assolaram a humanidade, como a peste negra, febre amarela, varíola, ou AIDS. Mas nada, NADA é tão contagioso e medonho quanto a limitação mental, ou burrice, como queiram.

 

Acabei de ler esse SOBERBO post que basicamente fala que a revistinha da Mônica incita a resolução de problemas e discussões através da porrada. Mais precisamente, porrada com um coelho de pelúcia azul. Segundo o autor dessa masterpiece, analisando as suas palavras de forma menos superficial que o cidadão analisou a obra, as criancinhas que lêem essa porra enquanto estão cagando, obviamente virarão idiotas (estou ignorando o paralelo entre machismo e feminismo que o cara fez). Leiam alguns insights da criatura:

 

“A Mônica, porém, não é um caso, uma personagem de gibi. Ela é um símbolo. Milhares de crianças lêem a Mônica. E o que estão aprendendo?

1) as coisas se resolvem na porrada;

2) a regra é olho por olho, dente por dente;

3) o bulling deve ser praticado;

4) a inteligência ou a sensibilidade não devem ser usados para resolver conflitos.”

 

Para provar o quanto essa “ponderação” é estapafúrdia, precisarei relatar um “causo”. Durante a minha infância/começo da adolescência, fiquei maluco por um jogo chamado The Legend of Zelda: Ocarina of time. Eu sonhava em ter um Nintendo 64 só para jogar aquilo, já que eu jogava na casa de um brother. Quando tive acesso a um computador melhor, MATEI quase todos os jogos da série via emuladores (que vergonha!), mas não tendo tais recursos, eu TINHA que saciar a minha imaginação de alguma forma.

 

Eu não vesti uma túnica verde, meia-calça branca, botas, comprei uma espada medieval, e saí estourando potes de barros e aldeões pelo mundo, porque uma criança sabe a diferença entre ficção e realidade. Para matar a minha vontade por histórias épicas, joguei RPG. Simples. Não assumi que para ter coragem, força e sabedoria, era preciso ter a TRIFORCE.

 

Como a Manu Najjar falou no seu belo texto:

 

“Apelar para esse tipo de patrulhamento é tratar o público como se fosse uma massa com mente vazia e pronta para absorver tudo que lhe for passado sem qualquer espécie de seleção ou reflexão”

Outra coisa que o menininho do papai esqueceu: A turma da Mônica é uma FUCKIN’ revistinha para FUCKIN’ crianças darem RISADAS. Ponto.

 

Quase todos os meus amigos liam turma da Mônica enquanto cagavam na infância. Vejamos as suas atuais situações: Um está fazendo doutorado em Ann Arbor; outro administra sei lá quantas empresas; outros dois são engenheiros mecânicos, um pleno e um júnior; outro tem uma empresa de advocacia, e etecetera. Eu, que mal lia tal revista, sou pavio curto e quero ser problogger.

 

Jornalista politicamente correto FAIL.

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Como escrever para blogs consome a imaginação

Eu me considero um cara que leva meus blogs à sério, apesar destes ainda não serem fontes de renda para mim. Tenho pretensões, mas sou inexperiente, até certo ponto ingênuo, e tendo plena consciência dos meus defeitos fico neurótico para produzir mais e melhor. É aí que o bicho pega. Durmo pensando em posts, acordo pensando em posts, cago pensando em posts. Mesmo que eu tenha algum texto ou tema legal programado.

 

Recentemente adotei a política de TENTAR publicar um texto por dia, coisa que não é exatamente fácil. Primeiro que eu não gosto e nem tenho conhecimento para falar sobre qualquer coisa, portanto não tenho pauta sempre que ler algo genérico no Terra. Segundo: Repito demais alguns temas de posts. Sempre falo de religião, política, blogosfera, sociedade, politicamente correto, sociedade, religião, sociedade. Haja cerveja pra abrir a cabeça, e rebater a agonia de não ter algo para publicar no próximo dia.

 

Fato que, se não rolar algo novo relacionado a algum assunto supracitado, tomo no rabo, já que muitas das minhas idéias também relacionadas aos temas preferidos já foram transformadas em textos. Porra, são 172 posts, já fui MUITO além do que imaginava ter capacidade. Duas coisas podem fazer a sua criatividade voar: Leitura, e estar atento a qualquer porra que aparecer na sua frente, tipo BBB, Datena, até programas evangélicos da madrugada. Até os assuntos mais esdrúxulos podem ser linkados com algo que você goste de comentar.

 

Além do que já foi dito, é importante pensar 24 horas por dia no blog. Por exemplo, meu horário é irregular, e se um brother me chamar pra beber em qualquer dia, a qualquer hora, eu posso ir. Por outro lado, já passei vários domingos escrevendo inúmeros textos. Pois é, rapaz. No dia em que as pessoas com seus trabalhos “legítimos” apontam o rabo para a lua, eu estou aqui trabalhando, pensando em aumentar o nº de assinantes de feeds, ou estudando SEO (normalmente em vão). E sem ganhar UM TOSTÃO (pode me chamar de burro).

 

Você, incauto que está penando para escrever qualquer coisa, não tome esse humilde post como formula para o sucesso, até porque eu não sou bem sucedido. Pense no texto como algo que te faz ver que quase todo blogueiro passa por isso, e não é para sair publicando qualquer coisa. Critério e esforço são duas características que compõem o êxito. Vai sem medo, camarada.

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O dilema dourado

No filme Gran Torino, o Clint Eastwood faz um personagem chamado Walt Kowalski, que é o protagonista da obra. Walt é um senhor aposentado ultra-nacionalista, que trabalhou 50 anos na ford, empresa americana, e é veterano da Guerra da Coréia. Ele é tão patriota que quando vê um carro japonês na rua baba de ódio. Além de exageradamente patriota, ele é xenofóbico, homofóbico, etecetera. Ele não chega a ser um redneck, mas tá quase lá.

 

Walt fica louco quando uma família de Vietnamitas/Tailandeses/Chineses se torna sua vizinha. Não vou dar spoilers do filme, que é MUITO foda, mas saiba que com o tempo desenvolvemos empatia pelo cara, mesmo este sendo altamente preconceituoso, boçal e ultrajante em alguns momentos. Mas estamos falando de um (magistral) personagem, que como muitos outros, de forma geral, são mais legais e irreais que pessoas comuns.

 

O Marcelo Dourado não é o Clint Eastwood, e seria um sacrilégio se eu o comparasse a um personagem, pois seria injusto com este. Mas o rapaz é controverso, e possui uma característica em especial que o Walt possui: Mesmo sendo boçal, não é covarde. Se ele tem uma opinião idiota sobre algo, vai lá e fala. E não porque a opinião do sujeito é retardada que os retardados conseguirão entender.

 

Aliás, os imbecis não são capazes de entender coisa alguma, quem dirá o real significado de homofobia, como bem disse o Catupiry nesse post, evidenciando a INCRÍVEL falta de capacidade que temos para discutir algo decentemente. Se o Dourado tivesse falado que homem heterossexual não contrai AIDS em uma reportagem, no meio da rua, ele seria linchado, e não convencido, com argumentos, do contrário.

 

Esse é um típico caso em que a idiotice do alvo não elimina a doença dos críticos. De repente o cara foi comparado com assassinos, ladrões (vide alguns comentários no post do Catupiry), e foi chamado de racista sem nenhum motivo, no melhor estilo “adolescente imaturo” que não consegue enxergar mais de um metro à frente do seu nariz.

 

Sonho com o dia em que conseguiremos discutir os assuntos de nosso interesse sem “xiitismo” e neurose. Sei que é utopia, mas que se foda.

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Quando algo ruim não deixa rastros

Como um dia atual qualquer, acordei às 16 horas, um pouco TARDE, já que os meus pais já tinham almoçado. No big deal. Tomei meu banho matinal, afinal a manhã representa a madrugada para mim, e comecei a planejar em qual bar eu iria encher a cara os meus importantíssimos afazeres internético-bloguísticos.

 

Para realizar com o devido êxito tal itinerário, precisava ligar o notebook, obviamente. Apertei o power, a luzinha foi acessa, mas o maldito não ligava. Ele fingia que ia dar boot, mas desligava e ligava instantaneamente, realizando inúteis ciclos de 10 segundo de duração.

 

Fuck, o meu mundo caiu.

 

Fiquei olhando para o infeliz, de marca que não merece ser mencionada tal qual o lorde de MORDOR, me zuando. Sim, me zuando porque eu fui burro no dia anterior, e o sacana resolveu me punir. Deixa eu explicar.

 

Sou deveras desatento. Cometi o pequeno erro de deixar a fonte em cima da cama, coisa que eu venho fazendo à MESES, diga-se, com um pequeno agravante: Larguei o travesseiro sobre a dita. Quando eu cheguei de uma FRUSTRANTE copa do mundo de PES 2010, disputada na casa do brother, vi a cagada que tinha feito: A fonte, que quase não esquentava, estava toda retorcida por causa do calor acumulado, mas ainda resistia bravamente (com o computador LIGADO) e alimentando o tratante. Tirei o travesseiro de cima da miserenta, a removi da tomada, desliguei o computador, e fui dormir.

 

Pois bem.

 

Quando eu acordei (às 16 horas, só para frisar), aconteceu o narrado no segundo parágrafo. Lembrei que tenho LITROS DE PORNOGRAFIA um blog. Lembrei que um blogueiro já é chamado de inútil se não tem um “emprego de verdade”, se ainda tivesse que DIVIDIR A PORRA DO DESKTOP DO MEU PAI COM O RESTO DA FUCKIN’ CASA eu me mataria. Na realidade, MEU PAI me mataria. E seria foda atualizar o blog do jeito que atualizo.

 

À espera da eminente depressão, me fiz uma pertinente pergunta: Aonde vou encher a minha cara, com o objetivo de amenizar o desastre? No momento em que eu saia de casa o brother do Pro evolution soccer, me ligou e falou: Vei, vamos beber cerveja e jogar WING (termo cunhado por peões que jogavam WINNING ELEVEN na LOCADORA)? Compramos cerva, batemos papo e começamos a jogar uma copa com futebol de altíssimo nível.

 

Ganhamos a disputadíssima competição, e eu vazei de lá. Cheguei em casa mais tranquilo, também por estar bêbado, mas principalmente por perceber que toda a minha frustração estava relacionada somente com a raiva que passei pela “manhã”. Nem tudo estava estava perdido, eu só precisava escrever meus posts em um CADERNO, e, quando meu pai liberasse o PC, eu passava para o live writer. É uma situação deplorável, mas não é nada comparado a uma cirrose, que obviamente me impediria de beber. Poderia ser pior, e eu precisava voltar a minha atenção para as soluções. Por isso dei uma última chance para KENNEX, o senhor de Mordor.

 

E o filadaputa ligou. E eu pulei de alegria. Então percebi que sobrevivi mesmo sem a minha gloriosa ferramenta de trabalho (auheauheauheuahe). A morte de pessoas queridas é algo verdadeiramente ruim, não a perda de qualquer coisa toma mais da sua atenção do que deveria, seja uma paixonite, um computador, um celular, etc.

 

Apesar do notebook ainda dar umas desligadas eventuais, o dia maldito não deixou muitos ranços, ou nada que eu não consiga conviver. O importante é que eu ainda estou vivo, e tenho mãos para escrever esse irrelevante post. Aliás, se eu não tivesse mãos, escreveria com a língua.

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A melhor defesa é a porrada

Todos sabem que este é um blog de opinião que aborda temas, digamos, controversos, e em boa parte dos posts o autor que vos fala esculacha pessoas sem muita dó, mas com consciência, amor e sustentabilidade. Eu gosto de ofensividade, que se utilizada de forma inteligente, cria excelentes críticas, daquelas que arde o rabo de quem veste a carapuça.

 

Mas até aonde vai o nosso direito de chamar um idiota de idiota, ou brincar com os preconceitos? Em um dos primeiros episódios de Penn and Teller Bullshit, programa de opinião do Showtime que serve de inspiração para esse blog, os caras falam (só o Penn fala, na realidade) que eles podem chamar qualquer um de imbecil, só não podem chamar um cara obviamente charlatão de mentiroso ou ladrão, pois renderia processo. Eu sei, aqui é o Brasil, e este é um blog sem “adevogados” caros e dinheiro, mas a linha de raciocínio que eu sigo é a mesma. Exemplificarei.

 

No post do Orkut Ouro basicamente disse que o cara, que não chamei de charlatão, mentiroso ou idiota, deu vacilo e fez uma burrice, apesar de muitos leitores de títulos acharem o contrário. Este é um caso de um rapaz que deu mole, e que me fez emitir opinião somente porque a porra tomou proporções escrotas, e com MUITA gente invertendo valores. Acabou por aí.

 

Agora veja o caso do post “a esquerda e a dor no coração”. O IMBECIL (começou…), como bem disse o Pablo Peixoto do Pérolas para porcos, acha que ainda vive na década de 60, e como todo bom esquerdista de MERDA quer advogar sobre o nosso direito de ter acesso qualquer tipo de conteúdo, sob o pretexto de que o Brasil está sendo “colonizado” pela cultura americana. Mesmo que isso não se torne realidade, e eu espero que não se torne, o que esse cara falou pode vir a afetar os nossos direitos, e abrir MILHARES de outros precedentes bizarros para detonar qualquer tipo de entretenimento que julgue “fútil”.

 

Eu posso sacanear um retardado que quer interferir na minha liberdade. Sorry. Da mesma forma que um cara desses tem a pachorra de chamar toda a população brasileira de mané, praticamente botando a bunda na nossa cara, nós podemos retribuir o favor.

 

Só quero ver quem vai ser o FRACO (ou moleque, como queiram) que vai sair processando qualquer um por falar o que deve ser dito. Nego é homem para dizer tudo o que quer, mas na hora que ouvir o que merece, leva a bola para casa, e acaba com o futebol da galera. No melhor estilo bebê chorão.

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Professora Helena pornográfica pedobear approved

Eu sou daquela época em que todos os moleques da minha idade assistiam Carrossel, mas não admitiam para os coleguinhas da escola, que também assistiam, mas eram filhos da puta, por medo de serem chamados de viado. Curtia ver o Cirilo apostando corrida de carrinhos miniatura com o riquinho por causa da Maria Joaquina.

 

maria20joaquinnajv6[1]

Maria Joaquina atualmente. Vale 12093092183 corridas de carro miniatura.

 

Agora começa a perversão, não diga que eu não avisei.

 

Lembro que a professora Helena costumava ser uma respeitável gostosa. Imagine um Carrossel, versão pornô, em que os coleguinhas seriam “interpretados” por jovens de 35 anos. Tipo Malhação. Agora imagine a professorinha, com uma voz sexy e uma saia curtinha, falado para alguns alunos “extraírem esperma” com o puro objetivo acadêmico de “estudar no laboratório”.

 

Massa, né? Venderia HORRORES.

 

Mas isso aconteceu DE VERDADE em uma escola brasileira, e sem os atores velhos com implantes capilares para esconder a proeminente calvície na cabeça de cima, e muito provavelmente sem o clima de um filme pornô.

 

Não sou pai, não tenho a mínima noção do que é cuidar de uma criança, mas, além de ter rido para caralho (sou idiota mesmo), achei que a professorinha foi sapeca meio burrinha. Não que eu seja contrário a tão relevante ensinamento, mas era óbvio que iria dar merda. Obviamente os pais, quer dizer as mães - os pais devem ter pedido o telefone da educadora - iriam chiar.

 

Só sei que eu me imaginei na situação da garotada, e abri um sorriso. Na minha época isso era um FETICHE, e a minha professora de biologia era GOSTOSA. Abraços.

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