Teoria da relatividade
Futebol na rua de asfalto em frente à minha casa, jogo da vida, banco imobiliário, chiclete adams, e lá se foi uma infância de um jovem normal do meu bairro na década de noventa. Na chegada da adolescência, o cidadão deve escolher entre os seguintes caminhos: Cachaça, muitas mulheres, muito sexo selvagem na companhia de uma turminha muito agitada ou … cachaça?
“A diferença nos torna iguais”, diria o outro. Entendo o propósito e o relativismo da frase, apesar de achá-la romântica demais, mas prefiro “a diferença nos transforma em idiotas”, pois é dessa forma que algumas pessoas são vistas se não seguem certas convenções e boas práticas sociais. Se impor perante à lógica dos bons costumes é um desafio que normalmente não é simples, e essa é uma das questões que segue alguns de nós durante toda a vida.
A maravilha da internet está em seu caráter inclusivo, devido à aproximação dos grupos de usuários com interesses parecidos, outrora isolados geograficamente. Aqui, apesar de a sociedade insistir em querer tornar este recinto em um espelho seu, as diferenças são mais respeitadas que o normal. Não é atoa que a “ascensão” nerd condiz com a ascensão do twitter, blogs, e outras mídias sociais.
Quem tem avidez por conteúdo diferente, este é o seu lugar. E finalmente, em um daqueles momentos em que você percebe que a água do chuveiro está em uma temperatura perfeita, pode sorrir sinceramente.
Um obrigado à internet por validar a minha insanidade. And we are back.





















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