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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Uniban, that’s a bingo!

Não há esperança? Discordo. Assim como não se polariza os seres deste mundo, sabe-se que a resistência também possui armas poderosas. Palavras somadas à lógica difícil e amarrada digladiam-se.

 

hanslanda[1] 

A frase do título (exceto o Uniban, é claro) é do brilhante personagem Hans Landa, interpretado por Christoph Waltz, do filme Bastardos Inglórios, que foi escrito/produzido por Quentin Tarantino. Hans é um oficial nazista responsável por caçar judeus na França durante a invasão alemã retratada no filme. O termo certo – e bem escrachado -  é “jew hunter”. Acontece que o personagem não é nada escrachado. O termo é correto, mas não é perfeito – ou é raso demais - para determinar a sua profundidade.

 

Quer dizer que agora nós julgamos pessoas por detalhes? Agora? Sempre. Mas o problema não é o julgamento, e sim, a ação que o procede. Neste mundo, a ação normalmente se torna uma caça às bruxas.

 

“Caça às bruxas” e “jew hunter”. Comparação? Não. Sabe por que?

 

Apesar de o adjetivo em inglês ser raso, o seu alvo é inteligente, e, apesar de ser um verdadeiro demônio, executa as suas atividades de forma metódica e brilhante (não estou defendendo o nazismo, só acho o cara profissional) os judeus “catalogados”. A expressão em português SEMPRE remete à indivíduos burros.

 

O que aconteceu na Uniban foi uma suposta caça às bruxas. Homens heterossexuais das internets (me incluo neste grupo, obviamente), lhes convoco para deixar a hipocrisia de lado.

 

Peço desculpas pelos textos machistas que usarei agora.

 

Primeiro, não se cataloga putas. No máximo em sites de acompanhates e bregas. Segundo, se eu vejo uma mulher, digamos, boa, andando com um vestido curtinho, “dando lance” de calcinha, tenho as possibilidades de apreciar a bela vista e, no máximo, posso partir para o xaveco. Só. Finito. Se passa pela minha cabeça que a moça é puta, não tenho o mínimo direito de apontar o dedo ou berrar qualquer adjetivo que qualifique a sua vida sexual, quiçá profissional.

 

Comentários com os amigos? Beleza. Homens e mulheres universitárias(os) que destroem nas micaretas que acham que uma mulher é digna de ser estuprada não deveriam nem ter direito à voto, na minha opinião. O spray de pimenta dos policiais foi pouco.

 

Lembra-se da guerra de palavras? Neste caso, há um massacre retumbante imposto pelo lado das pessoas sãs. Não há argumentos a favor dessa imbecilidade.

 

Ao contrário do Hans, que é um puro “caçador” no sentido mais vil -  porém verdadeiro -  da palavra, os alunos da Uniban envolvidos nessa palhaçada, pelo jeito, jamais passarão de aldeões com tochas cujo objetivo é jogar infiéis na fogueira por motivos genéricos.

3 comentários:

Zé da Fiel 2 de novembro de 2009 14:31  

Caro Fernando justamente oque me diexa cada vez mais frustrado é como os seres machos do genero humano estão cada veiz mais bestas, bichas e babacas.
Teria entendido e acho estupido se as mulheres tivessem se unido e passassem a agredir a menina em sites e em cartazes pela escola, mas os homens terem se unido pra em conjunto xingar a moça que é ALTAMENTE COMIVEL? E em nome do que, da moral e bons costumes? Pela manuteção do decoro do vestuario na UNIBAN?
Eu encarecidamente apelo seus babaquaras... voltem a ser homens seus filhas-da-puta, mulher é pra ser cortejada, sendo ela puta ou não(ainda mais puta que tu mete gostoso, não precisa fazer preliminar e não faiz pergunta idiota)sendo ela domestica, professora, estudante ou dona de casa elas tem direito de gostar de sexo, de se divertir com sexo e desejar fazer sexo...e que assim seja, AMEM!!!

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