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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Manga com leite

Vira e mexe eu me pego pensando, quase sempre de forma improdutiva, sobre as características intelectuais e ideológicas dos nossos povão. Não entendeu? Traduzo procê. Eventualmente eu me pergunto: “What porra is this?!”

 

Como o Cardoso disse nesse post, é parte da cultura do brasileiro ter medo de admitir que é bom em algo por causa de possíveis – prováveis, na realidade – “críticas”, quem também são parte da nossa cultura. Nós temos a irritante mania de taxar a tudo e todos de “invejosos” e/ou “egocêntricos”, dependendo de quão funda é a espetada da tachinha nas nossas bundas. Aqui nesse país, e em outros também, ninguém pode ser minimamente diferente ou privilegiado, e eu acho que sei o porquê.

 

Somos um bando de idiotas retrógrados.

 

Obviamente não deixamos de ser nada mais que um rebanho. Nada além de quarterbacks irritadinhos, pois as nossas cheerleaders estão dando mole para os nerds, pois cheerleaders nasceram para viver com os quarterbacks, ora bolas; é um dogma. Quando nascemos somos infestados por informações “quadrado” quando deveríamos assimilar informações “triangulo”, mas ao contrário do tabuleiro com os buracos e as peças dos mais variados formatos, no nosso cérebro o “círculo” CABE no buraco retangular.

 

A maior parte das pessoas crescem completamente obtusas, retardadas, sem a mínima capacidade para o questionamento, ou de aceitar que qualquer outro indivíduo pare de pastar, e olhe ao redor.  Apontar dedos e acender tochas é MUITO mais fácil que gritar “EUREKA”. Que fique claro que não estou dizendo que somos coitadinhos. Quero dizer que a moral e os bons costumes nos afetaram de tal forma que realmente tomamos gosto pela mediocridade.

 

Nossa mentalidade não é a das evoluídas capitais, e sim a daqueles pequenos e aconchegantes municípios com um mercadinho, um igreja, e uma pracinha com um coreto.

8 comentários:

Bauru 17 de dezembro de 2009 03:26  

Caceta... falou muito no post, rapaz. Ainda que apareçam aqui os irritadinhos dizendo o contrário, toda e qualquer pessoa é, de alguma forma, acomodada. Seja profissionalmente, emocionalmente, sei lá, de alguma forma as pessoas agem por conveniência. Quem consegue sair desse modelo e vê a luz, será chamado de louco.

P.s.: louco assim como esse comentário sem pé nem cabeça.

Fernando 17 de dezembro de 2009 03:32  

Caro Bauru,

Deposite a seus comentários loucos neste blog sempre que desejar.

Bauru 17 de dezembro de 2009 03:34  
Esta postagem foi removida pelo autor.
Zé da Fiel 17 de dezembro de 2009 03:42  

Acho que o foda mesmo é esse...não sei como classificar ou que palavra usar, por exemplo.
Olimpiadas, fica todo mundo torcendo pros brasileiros ate a hora que o cara se torna conhecido E NÃO ganha o cem metros razos, nessa hora a gente faz piada por que o cara se fudeu por cinco anos se esforçou o maximo chegou em quarto e o macaco simão arrebenta ele. O mina é um prodigio num troço qualquer ganha e ai fala: - É que eu sou bom mesmo, me fudi por cinco anos e essa recompensa é minha por que ninguem me apoiou, aí o macaco simão arrebenta ela.

Eu não ia falar da Geyse, mas porra o @cardozo tá certinho cara, ela não posou pelada só recebeu o convite mas ainda assim a maioria já vaticnou: "- É uma PUTA e tava tudo planejado"

BRASILEIRO É FODA, NUNCA TÁ CONTENTE COM NADA

Harley Coqueiro 17 de dezembro de 2009 07:16  

Eu costumo dizer que Brasil é o país mais hipócrita do mundo, com a imprensa mais hipócrita de todas e com os comentaristas de "posts" mais hipócritas da rede.

@jmpsousa 17 de dezembro de 2009 08:16  

Detesto pessoas facilmente influenciáveis, o mínimo que se espera de alguém é que essa pelo menos lute por seus ideais, sem se deixar levar por vontades alheias.

Em tempo: conheço esse pequeno e aconchegante município, é Caetanópolis/MG, cidade do nosso amigo Harley Coqueiro. Fica na periferia de Paraopeba/MG.

Hugo Meira 17 de dezembro de 2009 13:12  

Acho que moral e bons costumes em verdade não existem, o que existe é apenas uma pseudo-moral para armar as pessoas em face de outras.

Analisando mais profundamente, todo julgamento naturalmente deve ser apoiar numa posicao superior, ao menos teoricamente, com isto, a pseudo-moral funciona como apoio aos hipócritas para julgar os outros.

Exemplificando é aquele evangélico radical, desonesto como muitos brasileiros, mas que se esonde no escudo da religião para se achar melhor que os outros e assim julgá-los, em total incoerência com o próprio cristianismo...

Fernando 17 de dezembro de 2009 14:15  

"Acho que moral e bons costumes em verdade não existem"

SCORE!

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